Como o novo modelo de compra altera o marketing de conteúdo?

O novo modelo de compra altera o Marketing de Conteúdo ou o Marketing de Conteúdo é produto do novo modelo de compra? O que seria, afinal, o novo modelo de compra? Com a resposta do Marketing 4.0 nós já estamos ultrapassando a linha da revolução do Marketing Digital e atingindo um novo patamar, que é o Marketing Multicanal. 

Um exemplo muito bem-sucedido de Marketing 4.0 é o Magazine Luiza, que, recentemente, comprou a Netshoes, um dos ícones do e-commerce. Magalu, para os íntimos, é um exemplo de como uma empresa pode adotar a integração de canais físicos com canais digitais. Mesmo diante de uma crise econômica que teima em não arredar pé do nosso dia a dia, a Magalu cresce a olhos vistos no e-commerce e nas lojas físicas. 

Referência em investimento em inovação e qualificação da experiência de clientes, o Magazine Luiza é o melhor retrato dos resultados que podem ser proporcionados pelo Marketing 4.0. Não existe mais a visão do e-commerce como corpo separado, tampouco do Marketing Digital como disciplina solo, dissociada do Marketing Global de organizações híbridas, como é o caso da Magalu.

O novo consumidor já não percebe mais a diferença entre o mundo digital e o mundo real. Aliás, o mundo digital é parte do mundo real, onde fazemos coisas reais, como ler, comprar, estudar, trabalhar e investir. 

A tecnologia induz e acompanha esse novo comportamento. TI e automação são conceitos que já se transformaram em commodities. O desafio das ERPs agora é integrar empresas e pessoas em diferentes lugares por meio de uma visão única.

A tecnologia permite que, atualmente, da mesma forma que você pode usar um aplicativo para ter acesso ao menu de diferentes restaurantes e lanchonetes, fazendo sua escolha, executando o pedido e efetuando o pagamento, tudo numa operação ágil e contínua, toda digital, empresas têm acesso aos estoques de seus fornecedores, podendo fazer cotações online, espelhando o processo ora descrito.

Diante disso, é indispensável que as empresas pensem sua operação integrada, de modo que o conteúdo, canais de venda e atendimento sejam uma única voz falando por diferentes canais, cujo propósito é entregar conveniência ao cliente.

Assim, você pode fazer a reserva de um produto na loja física por meio de um aplicativo, depois de ler sobre ele em dois ou três blogs, buscá-lo nas melhores lojas e tomar sua decisão de compra.


Sim, mas o que tem o conteúdo a ver com tudo isso?

Para responder a essa pergunta, precisamos voltar ao primeiro parágrafo. “O novo modelo de compra altera o Marketing de Conteúdo ou o Marketing de Conteúdo é produto do novo modelo de compra?”

Já identificamos o que é o novo modelo de compra e como as empresas vêm reagindo a ele no sentido de geração de valor e operacionalização das estratégias de Marketing Multicanais. A segunda questão a ser esclarecida é o que entendemos por Marketing de Conteúdo nesse contexto.

A grande verdade é que tudo é conteúdo. Isso que você está lendo é conteúdo, da mesma forma que a novela da televisão é um conteúdo, ainda que, em tese, não tenha qualquer finalidade comercial direta. 

Podemos dizer que o mercado publicitário usa o conteúdo produzido pelo rádio e pela televisão para alcançar audiência expressiva e qualificada para quem anunciar seus produtos. Podemos dizer, no entanto, que, ao produzir uma novela a rede de TV está fazendo Marketing de Conteúdo? Definitivamente, não.

Se, no entanto, um grupo de empresas da área de viagem e turismo gera um conteúdo específico sobre o tema, para distribuir para um canal de televisão, com o propósito de atrair pessoas, instrumentalizando uma estratégia para converter telespectadores em clientes, podemos dizer que esse grupo de empresas está fazendo Marketing de Conteúdo na mais pura essência.

E o que tem de mais curioso nisso? Cadê a internet? Você quer saber? A internet está presente de várias formas:

  • Na reprodução do programa nos canais do Youtube;
  • Nas chamadas nas redes sociais, que engajam público;
  • Na reprodução do programa no site e no blog da empresa;
  • Na propaganda presente no próprio conteúdo do programa, indicando os canais digitais dessas empresas para gerar conversão direta.

Você deve estar intrigado com tudo isso, pensando em como o Marketing Digital transfere modelos para o mundo offline.  Só que há controvérsias.

Quem acompanha o programa Silvio Santos, que surgiu muito antes do termo “Marketing Digital” sonhar em existir, pode ficar desconfiado de que o Marketing de Conteúdo é anterior ao Marketing Digital. Silvio Santos era um visionário, que colocou um canal inteiro de televisão para produzir conteúdo para gerar interações entre os produtos de suas empresas e seus clientes.

O público-alvo dos negócios de Silvio Santos eram as classes C, D e E, o mesmo de sua emissora. É bem verdade que parte do conteúdo não era produzida com esse propósito, mas parte da programação era produzida para promover comercialmente os produtos e empresas do grupo. Mesmo o conteúdo importado é dirigido ao público-alvo do complexo empreendimento do Grupo Silvio Santos.


Marketing de Conteúdo x Publicidade

Ficou claro o que é Marketing de Conteúdo? É o conteúdo produzido com fins comerciais, com o propósito de aproximar consumidores de empresas, marcas e produtos.

Não é a mesma coisa que publicidade. A publicidade fala diretamente de um produto e tenta convencer as pessoas de uma ideia acerca daquele produto. O Marketing de Conteúdo entrega o que as pessoas procuram, gerando um relacionamento com a marca que antecede a compra

Por isso, temos o desafio de organizar os conceitos porque o Marketing de Conteúdo, enquanto tática promocional de Marketing, pode e deve socorrer-se de outros conceitos, como a própria Publicidade e o Marketing Direto.

No momento em que deixamos de entreter e informar para seduzir, convencer e converter, não estamos mais falando de Marketing de Conteúdo, mas de Publicidade.


Os grandes desafios do Marketing de Conteúdo

O grande desafio do Marketing de Conteúdo é entender a cada dia o que as pessoas buscam. E não existe uma resposta única. Cada negócio, cada empresa, precisa encontrar a sua resposta.

O Marketing Multicanal começa a expor aquilo que já ganhava volume entre os profissionais da área, que é a visão de um Marketing Global e Estratégico, que absorve o impacto da nova cultura de forma orgânica, mantendo-se como uma coisa única, integrada pela estratégia de negócios da empresa.

Talvez isso faça com que mesmo o Marketing de Conteúdo seja impregnado dessa visão estratégica de marca, que impõe a personalização, a busca de exclusividade e sinergia com novos parceiros de negócios. Pense nisso e traga a reflexão para o seu negócio!

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