mulher irritada navegando no computador

Você sabia que o criador do pop-up chegou a pedir desculpa por sua criação? A ideia era boa, mas assim como o SPAM, os banners e muita coisa na internet, pop-ups de programa irritam os consumidores, quase sempre porque são usados de forma errada. 

Por outro lado, o pop-up pode sim ser uma ferramenta interessante, quando usado da maneira correta. Assim como o banner e o e-mail, que superaram a cegueira de banner e o SPAM. Então, continue lendo este post e entenda quais pop-ups de programa irritam os usuários e devem ser evitados. 

Por que os pop-ups irritam tanto?

Todo mundo que já entrou na internet passou por esse tipo de situação. Você procura um conteúdo e entra em um site ou blog para lê-lo. Mal acabou de chegar na página e já aparece um pop-up, ocupando a tela toda, pedindo para você assinar o newsletter, baixar um e-book ou qualquer outra ação. 

Em muitos casos, o pop-up é tão rápido que você mal teve tempo para ler o título da página. Além disso, você nem mesmo chegou a ler o conteúdo para poder julgar se quer baixar o e-book ou assinar a newsletter. 


Outro pop-up irritante são os chats. Esses podem ser feitos de forma bem sutil, mas também podem ser irritantes, se ocuparem uma parte muito grande do texto ou se fizerem barulho. 


Mais um exemplo é o pop-up do “já vai?”, também conhecido como pop-up de saída. Existem também os pop-ups de produto, de convite para acessar sites parceiros e diversos outros. Porém, independentemente do tipo de pop-up, existem algumas características que o tornam irritantes. 


A verdade é que não existe nada inerentemente irritante sobre o pop-up. Ele é uma ferramenta, assim como banner ou e-mail, que pode ser usada de forma efetiva, ou que pode atrapalhar muito a experiência do usuário. 


Os pop-ups podem funcionar muito bem. A Sumo fez um estudo bem completo com quase 2 bilhões de pop-ups, e eles perceberam algumas estatísticas interessantes: 

  • Os pop-ups que convertem melhor tem uma taxa de 9,28%;
  • Apenas 3% dos pop-ups tem uma taxa de conversão acima de 11%;
  • A conversão média é 3,09%;

São números interessantes, especialmente se você comparar com outras taxas de conversão do marketing digital. Porém, para usá-los bem, é preciso analisar o que faz um pop-up ter sucesso. 


Quais são os tipos de pop-up mais comuns?


Existem, basicamente, 4 tipos de pop-up de acordo com o seu critério de ativação. O conteúdo em si ou a mensagem pode variar bastante, criando praticamente infinitas opções. Os 4 critérios de ativação mais comuns são: 

  • Clique: o pop-up aparece quando o usuário clica em um lugar específico da página. Não é muito usado, pois geralmente o clique tem uma intenção clara;
  • Scroll: é ativada quando a barra de rolagem do navegador chega a um determinado ponto. É interessante pois traz um controle maior sobre o contexto;
  • Tempo: Aparece após um tempo específico na página, independente de outra ação do usuário;
  • Saída: É ativada quando existe um movimento de abandono da página.

Como evitar pop-ups de programa que irritam e transformá-los em ações de sucesso?


A partir da análise da Sumo fica claro que os pop-ups que mais têm sucesso, compartilham algumas características em comum. Então, confira quais são esses elementos. 


Contexto


O melhor conteúdo do mundo pode ser arruinado pela falta de contexto. O objetivo de qualquer ação de marketing é trazer o conteúdo ideal para o cliente certo, no momento que ele precisa. Isso é absolutamente essencial no universo dos pop-ups. 

Se você está interrompendo seu usuário, é bom que seja por um ótimo motivo. A ideia é usar o pop-up para acrescentar valor ao que é construído pela página.  Lembre-se que você controla muito bem onde e quando o seu pop-up aparece. 

Então, se você coloca o pop-up assim que o usuário abre a página o contexto é equivocado. Ele ainda não leu nada e sabe pouco sobre você ou seu conteúdo. Agora, se você tem um conteúdo brilhante, ligado a uma informação bem relevante, o pop-up certo pode explodir suas conversões. 

Paciência

Os pop-ups que apresentam os melhores resultados não aparecem imediatamente. Isso faz sentido, especialmente se você pensar no contexto, já que ambos andam de mãos dadas. É preciso dar um tempo até que o usuário leia um pouco seu conteúdo e navegue por sua página. 

Infelizmente, não existe um tempo ideal de quando o pop-up deve aparecer. Você pode avaliar isso nas suas páginas por meio de testes A/B ou usando ferramentas como o Google Analytics para determinar o tempo gasto na página. 

Outro momento em que é preciso exercer paciência é quando o usuário fecha a página. É uma preocupação que faz sentido, pois você certamente não quer que ele vá embora. Por outro lado, fazer o pop-up aparecer a cada página é extremamente irritante. 

Clareza

Por que o usuário deveria interagir com o seu pop-up? Essa é a primeira pergunta que ele deve responder. Seja claro e direto na mensagem. No título, coloque a maior vantagem ao interagir com o pop-up ou o que o usuário conseguirá ao fazê-lo. 

Valor

Evidentemente, não somente a mensagem precisa ser clara, mas valiosa. Existem duas formas de fazer isso. A primeira é o valor contextualizado. Ou seja, o usuário está lendo um artigo e o pop-up aproveita o embalo para oferecer algo valioso. 

O segundo, é o valor inerente. Não importa o momento, aquele pop-up trará algo que o usuário aceita como valioso. Esse é um pouco mais difícil, pois como vimos o contexto ajuda muito, mas também pode funcionar muito bem. 

Um caso mais específico é no pop-up de saída, que pode ser extremamente irritante. Nesse caso, seu valor precisa ser altíssimo, se você quer fazer o usuário reconsiderar ou dar alguma informação antes de ir embora. 

Criatividade

Você já parou para pensar quantos pop-ups o usuário vê por dia? Da mesma forma que acontece com o banner, chega um momento que ele nem registra mais. Por isso, é preciso ser criativo e ter uma personalidade forte, para criar uma peça que seja diferente de todas as outras que ele viu. 

CTA

Na prática, um pop-up nada mais do que um CTA. Ou seja, é um chamado para o usuário fazer determinada ação. Logo, a chamada que você faz na ação precisa ser idêntica à oferta que é feita no pop-up. Parece óbvio, mas nesse caso você precisa ter uma mensagem coesa. Afinal, esse é um elemento único, que precisa ser autoexplicativo. 

Como ficou claro, o pop-up pode ser muito interessante ou péssimo para a sua estratégia, dependendo da forma como ele é empregado. Todos os modelos têm seu uso recomendado e a forma como ele é feito define o seu sucesso ou fracasso. Então, siga as dicas acima para garantir a melhor taxa de conversão possível. 

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