brainstorm

O brainstorn é um termo que vem sendo utilizado em muitas empresas, para representar uma “chuva de ideias”, especialmente durante reuniões. Ferramenta do marketing, a ação começou a ser usada em agências de publicidade para o estimulo de ideias, que visem trazer à tona soluções mais criativas e inovadoras. 


O princípio básico da técnica é que não sejam impostas censuras para qualquer ideia a ser debatida, por mais estranha e sem sentido que possa parecer num primeiro momento. E é exatamente nesse contexto que surgem propostas especiais e diferentes para velhos problemas, já que em sequência elas são filtradas e transformadas em soluções práticas.


A surpreendente máquina humana de ideias


Todo profissional já teve, tem ou terá reuniões difíceis, em que precisa apresentar ideias e projetos a serem debatidos. O medo de falar em público se une a dificuldade em aceitar críticas e opiniões alheias, tornando mais doloroso o processo. Além disso, é muito comum funcionários “fugirem” de reuniões, por acharem longas e sem pouco resultado produtivo. 


Não é um pensamento isolado. A maior parte das reuniões em equipes dispersa os seus integrantes por não serem objetivas e práticas no cotidiano. Muitos que participam dela acabam fazendo outra coisa ao mesmo tempo, dispersando dos assuntos expostos. 


O motivo dessas reuniões improdutivas e que acabam revertendo efeito contrário no dia a dia do trabalho, com prejuízos a empresa, pode ser a falta de objetividade, de dados mais claros a serem abordados, o excesso de leitura , o tempo longo e a falta de abertura para a colaboração dos funcionários. 


Muitas vezes, as reuniões buscam exatamente a colaboração do funcionário para um ou mais questões relativas à equipe. Mas elas pecam exatamente por não saberem ouvir suas propostas e ideias, críticas e sugestões. 


E é nesse caso onde uma ferramenta criada pelo marketing e muito utilizada em agencias, pode ser aplicada com sucesso. Tudo porque ela tem como princípio básico “uma tempestade de ideias”, onde todos podem expor seus pensamentos, sem censura, até que juntos encontrem soluções criativas. 


Trazer a criatividade para uma reunião é algo muito mais difícil do que parece. Afinal, cada pessoa tem sua própria censura, definindo o que pode ou não ser útil, sem expor ou colocar em prática. E a proposta é exatamente o contrário. 


No brainstormin, o compartilhamento de ideias é livre, até que possa ser encontradas soluções. O pensamento deve ser livre e sem censura, vindo de forma espontânea e sem um pré-preparo. Com isso, os chamados “insights” podem surgir e podem encontrar compartilhamentos entre os colegas. 


Ele usa literalmente o termo “duas cabeças pensam melhor do que uma”, já que duas ou mais pessoas podem desenvolver um ou mais caminhos. Pode envolver até mesmo um número elevado de pessoas, desde que sejam mais ativas e que consigam apresentar perspectivas diferentes sobre o mesmo assunto. 


Com isso, são bem-vindas pessoas com histórias e pensamentos antagonistas, que encontrem nessa reunião criativa, propostas inovadoras e amplas. Esse é todo o pilar do brainstorm, uma enxurrada de opiniões, pontos de vista e ângulos diferentes, que juntos vão construir questões mais profundas e complexas. 


Portanto, mesmo que a questão seja difícil ou um problema a ser solucionado, é na abordagem mais relaxada que pode surgir os melhores caminhos a serem desenvolvidos. Por isso, ideias que podem parecer estranhas, exóticas e até loucas, na verdade são o pontapé para algo incrível e interessante a frente. 


Enquanto ideias surgem, os participantes se entusiasmam e as ideias vão ganhando formas, sendo lapidadas e desenvolvidas. Até que todos concordem com o resultado e possam partir para sua ação, seja apresentando para o cliente, sejam criando peças, novas filosofias e métodos ou qualquer direcionamento do empreendimento. 


O brainstorm no ambiente empresarial


O criador da técnica de brainstorm foi Alex Faickney Osborn, um especialista em pensamento criativo na publicidade.  Seus comerciais criativos já ganharam inúmeros prêmios e o reconhecimento de sua inovação no mercado publicitário, em campanhas como a da General Electric. 


O termo foi mencionado pela primeira vez no seu livro “How to Trink Up”, de 1942, como uma revolução do pensamento criativo.  Logo sendo usado pelas agências de publicidade, marketing e outros ramos empresariais. 


O brainstorm como ferramenta de marketing tem sido descoberta pelos gestores,  como forma de unificar a equipe e realmente trazer novas perspectivas para as questões da empresa. 


Segundo seu princípio, quanto mais ideias surgirem, maiores serão as chances de algo realmente brilhante aparecer. É importante sempre que elas não sejam julgadas pela sua relevância e nem peculiaridades.  Por isso, mesmo as ideias que parecem mais absurdas, podem encontrar outros insights que lhe deem sentido a frente. 


Além disso, ao final do processo, muitas ideias que pareciam se destacar no processo, acabam sendo postas de lado, em prol de outras que pareciam tolas. Tudo porque o encontro de ideias pode revelar surpresas gratificantes e deixar de lado aquilo que já está obsoleto, mas ainda assim subsiste. 


Muitos acreditam que a criatividade se manifesta da mente de um criativo simplesmente como um dom, mas a realidade é que sempre há muito trabalho antes de se chegar ao resultado.  Estimular o pensamento estratégico e a gestão de problemas, com soluções mais “fora da caixa”, é a essência de um brainstorm. 


Mas para que ela possa ser bem empregada, é preciso que o objetivo seja claro desde o começo, assim tudo que será dito terá um direcionamento. Todos devem  saber para o que estão pensando e se dedicando a participar dessa tempestade criativa. E não basta apenas jogar as ideias numa reunião, mas também saber peneirá-las para desenvolver a proposta mais assertiva. 


Após a lapidação das ideias encontradas e a aprovação de todos, é hora viabilizá-la. Mas antes já é possível perceber que a interação entre os componentes do grupo já trouxe benefícios para a empresa. Afinal, nesse processo o funcionário se sente ouvido, com importância dentro da empresa e da equipe, sendo ferramenta importante para os bons resultados. Além disso, as pessoas relaxam mais, se sentem mais unidas como grupo e a empresa só em a ganhar com a sua efetividade. 


Em princípio, o uso do brainstorm foi pensando nas áreas de marketing da empresa, mas logo se percebeu que ele poderia ser usado, com sucesso, em todas as demais. Enquanto na área de vendas é possível encontrar novos caminhos para abordar o cliente, técnicas mais abrangentes e reversão, no setor financeiro os funcionários juntos podem dinamizar os processos, para deixá-los mais transparentes e objetivos. 


Há dois tipos de brainstorm: o estruturado e o não estruturado. Para o estruturado, existe um tempo determinado e o processo é feito em rodadas, onde cada um pode expor sua ideia, defendendo o motivo dela existir e como ela poderia ser posta em prática. O ponto positivo desse tipo é que todo mundo participa do processo, mas é difícil para quem tem dificuldade em falar publicamente. 


Já o brainstorm  não estruturado, não tem limite de tempo e nem ordem para compartilhamento de ideias.  Não há rodadas e sua manifestação é totalmente livre, podendo ser feita de acordo com o andamento da reunião. Ou seja, uma ideia pode puxar outra e desencadear uma linha de pensamento que pode chegar a uma solução mais coletiva. O ponto negativo dessa técnica é que muitas vezes, nem todos participam, principalmente os mais tímidos. 


O brainstorm feito em grupo envolve várias experiências e tipos de pensamentos, em torno de uma questão. Além dessa variedade de ideias, ele permite desenvolver o sentimento de contribuição coletiva a empresa. Mas nem sempre todos estão focados em trazer boas ideias e pode ocorrer de surgir pessoas que quebrem esse foco, com mau comportamento, deboches e apatias. 


Mas há também o brainstorm individual, útil para situações muito específicas, onde é preciso uma solução rápida de uma pessoa. Como não precisa lidar com vários egos, medos e bloqueios de outras pessoas, pode explorar novos caminhos individualmente. 


Independentemente do tipo e se será coletivo ou individual, o brainstorm precisa ter como foco a quantidade e não a qualidade, não criticar ou negativar o comentário alheio, estimular as ideias incomuns, pensar na prática de uma ideia supostamente interessante e apresentar os resultados da ação. 


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