Marketing de conteúdo é afetado pelo novo algoritmo do Google?

Quando o Google apresenta uma atualização de algoritmos de pesquisa, o marketing de conteúdo busca o máximo de informações sobre suas atuações, assim como procura identificar onde ocorreram as mudanças, suas consequências e a proporção dessas mudanças. Em 2018 houve a mais recente atualização, que imediatamente alterou as posições anteriores. 

O marketing de conteúdo é afetado diretamente por essas alterações, por ser o pilar de um site, a essência que o torna melhor ou pior posicionado. Sua produção deve ser voltada para a relevância, aliada a identificação da intenção do usuário, sem focar apenas na melhor palavra-chave.  


A influência das alterações dos algoritmos

A categoria YMYL designada pelo Google foi a que mais sofreu com as novas atualizações de seus algoritmos. As alterações imediatamente modificaram as classificações dos rankings de pesquisa, causando um impacto no marketing de conteúdo como um todo. 

Muita gente nunca ouviu falar em páginas YMYL, mas é uma sigla para Your Money or Your Life, definição do Google para páginas que impactam os usuários em sua segurança, estabilidade financeira e felicidade. São muitos os critérios para que o Google considere uma página como YMYL, tais como:

  • páginas de e-commerce e bancos, que realizam compras, transferências e pagamentos; 
  • páginas sobre investimentos, seguros, consórcios e os mais variados serviços financeiros; 
  • páginas jurídicas;
  • páginas públicas e oficiais;
  • páginas sobre medicina, medicamentos e tratamentos.  

Essas páginas têm um nível de exigência mais alto que as demais. A preocupação do Google é bastante pontual, afinal são páginas em que o bom senso é fundamental para criar conteúdos relevantes, com informações que possam ajudar a população. O cuidado deve ser ainda maior com as fontes que dão sustentação a elas, mantendo sempre o foco na sua veracidade. 

Muitos sites que ocupavam as primeiras posições e pertencem à categoria YMYL sofreram uma queda brutal nas pesquisas do Google. Isso acabou por influenciar muito o seu tráfego e as fez perder mais da metade das visitas. O contrário também aconteceu e páginas que estavam bem abaixo nas pesquisas, subiram muito de posição e deram um salto de visitas. 

Os mais afetados foram os que tratam de saúde, nutrição e bem-estar. É difícil determinar os motivos que levaram a essa brusca alteração positiva e negativa. O caminho mais provável para identificar o critério é entender as classificações atuais do Google. 

O QGR (Quality Rater’s Guidelines), um guia de qualidade dos avaliadores, é um manual interno da plataforma para classificar as páginas. Nele há uma métrica chamada EAT (Expertise, Authoritativeness and Trustworthiness) que é a base para essa classificação, na qual as páginas de alta qualidade também são as mais bem pontuadas. 

O EAT foi o que mais sofreu com as atualizações, tornando-se muito mais rigoroso. Ele avalia o site por completo, para atribuir pontuação de acordo com a confiança que ele oferece a seus usuários. Baseado em sua sigla, ele identifica dados como:

  • Expertise (especialização): a especialização do autor da página e se ele pode falar do assunto com a propriedade devida. Como a página tem uma maior relevância, é fundamental que os conteúdos ali publicados tenham base real. O Google tem outra métrica que ajuda a avaliar esse tipo de informação, que é o MC (Main Content) e o SC (Supplementary Content), que auxiliam a identificar o nível da especialidade. 
  • Authoritativeness (autoridade): avalia a credibilidade da página, especialmente a partir da resposta da visita por meio de avaliações, depoimentos, comentários entre outros movimentos da audiência. A identificação de quem criou o conteúdo também é muito importante para dar autoridade ao site.
  • Trustworthiness (confiança): é uma avaliação do site como um todo, em sua qualidade de links, conteúdos, segurança e resposta ao visitante. A visão externa da empresa e do autor dos conteúdos também conta muito na identificação de confiança. Uma reputação negativa anterior pode prejudicar o processo.  


Como se recuperar das atualizações negativas?

Há ações de SEO para recuperar a página caso ela tenha sido afetada negativamente pela avaliação do EAT. A primeira atitude é entender o que é uma página de alta qualidade, segundo suas especificações. Segundo o Google, um site YMYL precisa comprovar que é capaz de fornecer aquele conteúdo que afeta aos seus usuários de forma profunda. 

A métrica do EAT obedece às seguintes informações:

  • Conteúdo na medida certa: o conteúdo não pode ser resumido, mas deve ter quantidade suficiente de informações que possa suprir a necessidade do usuário.
  • Complemento de conteúdo ou sequencial, que ajuda a ampliar a informação do usuário; 
  • Os conteúdos estão sempre atualizados e com publicações regulares. 
  • A página obedece às designações principais de especialização, autoridade e confiança, de acordo com o tema proposto por ela;
  • Boa reputação;
  • Há informações que ampliam a confiança do usuário, como links para “sobre nós”, “conheça a empresa”, “nossa história”, “atendimento ao cliente”, entre outros; 
  • Funcionalidade da página, na qual o usuário pode navegar tranquilamente, sem se perder nas informações.

Há detalhes que precisam ser avaliados para evitar prejudicar uma página que tem todas essas designações positivas, mas que teve queda no ranqueamento. Como exemplo, um médico deve ser responsável pelo conteúdo escrito de uma página de medicina e saúde. Ele é o especialista que dá credibilidade à página, mas outras informações que podem estar contidas em fóruns, em que até mesmo pessoas leigas podem falar sobre o assunto, também são consideradas. Há uma exigência menor de especialização nesses casos, mas eles fazem parte de todo o contexto. 

Essa questão não se fixa apenas na área médica, mas em outros ramos como alimentação, direito e até outros que não se encaixam como YMYL, sites de fofocas e humor. A métrica tem definições diferenciadas entre páginas que exigem níveis mais altos de experiência e outros que basta um pequeno conhecimento sobre o tema. Sob esse aspecto, o marketing de conteúdo precisa pensar bastante sobre a importância de escolher a área que a página vai se dedicar.

Se o site já sofreu com os resultados negativos, pode se recuperar com as seguintes ações:

  • Otimize o “Sobre nós”: deixar claro e bem exposto o responsável pelo conteúdo publicado e pela página em si. Essa informação é importante para o Google EAT, mas também para os usuários que estão em busca do conteúdo. No “Sobre nós” devem constar informações como experiência, especialidade, cursos, prêmios, publicações da imprensa, depoimentos de clientes e endereço comercial.
  • Autoavaliação: o trabalho do SEO não é driblar os algoritmos, mas entender como eles funcionam para que exista um tráfego positivo para a página. Como é missão do Google dar aos seus usuários as melhores experiências, é interessante aderir ao mesmo conceito e reavaliar a página por completo para entender seus conteúdos, identidade visual e links. Eles precisam estar ajustados à filosofia da empresa e primando pela qualidade. Mesmo que a página esteja bem feita, pode ser que os erros estejam em links ou outros detalhes.
  • Expor experiências: o usuário precisa saber sobre as pessoas que estão trabalhando na página e quais são suas credenciais que a habilitam para as funções. Especialmente os autores de textos, que podem apresentar uma pequena resenha sobre seu perfil profissional. 
  • Mantenha alta sua reputação: a reputação da marca e empresa deve estar sempre alta na internet. Há algumas ações que podem ampliar essa reputação como ter cobertura da imprensa por meio de matérias em mídias confiáveis, citação da página em outros sites de importância do meio e ter avaliações de clientes e fornecedores. 
  • Conteúdo ímpar: muitas vezes uma página pode ter tudo certo, mas o conteúdo é mais fraco do que o desejado. As postagens devem ser revisadas para não terem erros de português, especialmente as mais antigas que podem atrapalhar a avaliação. 

As atualizações de algoritmos do Google sempre geram mudanças na forma de avaliar páginas e pontuá-las. A mais recente delas mexeu especialmente com o Google EAT, uma métrica que se tornou mais rigorosa sobre a identificação de páginas que não atendem aos padrões estabelecidos para YMYL. 

Nós, da RedaWeb, sabemos como produzir um conteúdo de qualidade e dentro dos padrões exigidos pelo Google.  Acesse o site da RedaWeb ou ligue para nós no 0800 750 5564, caso queira assinar um plano de produção de conteúdo.