O papel do usuário no processo de conversão em SEO

O SEO é uma área do marketing digital de suma importância para atingir os resultados desejados e vem sendo cada vez mais valorizada no mercado. Para quem deseja se iniciar nas suas técnicas, alguns passos podem dar a impressão de que todo o processo é simples e que basta montar uma estratégia e unir as palavras-chave que considera importante. 

Esquecem-se ainda de um detalhe fundamental que é saber qual a intenção do usuário ao digitar a palavra-chave no site de busca. Nessa etapa do SEO o comportamento do usuário é muitas vezes ignorado e a maior parte dos SEOs não estão integrando os dados dos clientes nas campanhas, diminuindo as chances de conversão. 


Comportamento do usuário

O foco somente nas palavras-chave pode custar caro em uma estratégia de SEO. Há uma estimativa de que somente 5% dos dados dos usuários estejam disponíveis e integrados nas campanhas. E essa falta de foco pode fazer grande parte dos usuários se dispersarem do site sem completar o funil de vendas. A falta de otimização completa, mesmo diante de um conteúdo relevante, é fatal para a manutenção do fluxo de usuários. 

Os algoritmos dos mecanismos de buscas do Google permitiram uma melhor concentração no usuário e entender a sua intenção ao acessar o site e escrever a palavra-chave. É importante observar que o comportamento do consumidor não é linear e ele vai realizando pesquisas mais sofisticadas de acordo com as respostas que obtêm mais conhecimento. 

As lembranças de ações cotidianas tendem a se dispersar e as pessoas não costumam se lembrar do que escreveram em uma pesquisa de palavra-chave, mas dificilmente esquecerão dos sentimentos desenvolvidos com um conteúdo que tenha lhes causado impacto. Especialmente quando as suas demandas foram respondidas e solucionadas. 

Para entender melhor esse processo de compreensão do comportamento do usuário, explicaremos a seguir.


1 – Como é coletada a experiência obtida pelo usuário?

Há mais de 300 fatores que classificam as buscas por um site, por meio de algoritmos cada vez mais aprimorados. A complexa engenharia que explica os mecanismos pode parecer um grande enigma para os profissionais de marketing, mas na prática seu fundamento principal é entender a experiência do usuário por meio de suas pesquisas. 

O SEO moderno analisa com mais detalhes a coleta de dados dos usuários e considera as interpretações dos algoritmos. Essa informação pode ser crucial para garantir que as classificações orgânicas se sustentem em longo prazo. 

O trabalho dos spider do Google não tem fim. São trilhões de páginas da web rastreadas e indexadas e não há nenhuma perspectiva de que ele termine. O Google disponibiliza 1.000 terabytes, ou 100 milhões de gigabytes, para armazenar em sua base de dados as informações sobre cada página encontrada pelos spiders. 

Esse banco de dados é requisitado todas as vezes que se faz uma pesquisa. Ao mesmo tempo que as respostas são selecionadas, um algoritmo é iniciado para entender melhor o que essa palavra-chave quer dizer, muito além do seu sentindo literal. Quando o usuário escreve uma palavra-chave é porque ele tem uma boa ideia sobre o que está procurando e quer muito mais informação. 

A capacidade do algoritmo é ampla e pode até mesmo identificar erros ortográficos e palavras similares para que possa levar ao usuário informações sobre o nicho que ele está requisitando. O que significa que uma palavra ou frase podem levar até um grupamento de informações e não ser dispersa entre os trilhões presentes no site. Para exemplificar esse mecanismo, se uma pessoa procura por “sapatilha de balé”, a busca levará a ela uma série de opções sobre a história da sapatilha, modelos, fabricantes e lojas. 

Os sites selecionados em ordem de importância na lista orgânica são avaliados por atualidade, relevância e qualidade. Os dados apresentados pelo Google têm informações como a taxa de conversão e rejeição, duração em que o visitante permanece no site, tipo de canal de navegação, entre outros. 

Os algoritmos de busca do Google priorizam a área de relevância dos blogs e sites, para organizar melhor os resultados apresentados. A princípio, a página mais relevante se mantém no topo, enquanto o site de buscas ordenar os resultados, já que a proposta do Google e seus mecanismos é oferecer ao usuário uma experiência abrangente e relevante por meio das informações prestadas. 

Essa avaliação é bastante pontual quando uma palavra representa mais de uma coisa e o Google oferece sites que mais se aproximem do perfil. Uma palavra pode ser um objeto ou adjetivo, mas também um produto e os spiders guiam o buscador para oferecer algo mais apropriado. 


2 – Classificação de busca

A publicação de conteúdo com regularidade, ajuda os mecanismos de busca a estarem sempre atentos ao seu site, melhorando sua classificação. Com essa ação, a demanda só tende a aumentar, a procura de conteúdos úteis e atualizados. 

Conteúdos com engajamentos é fundamental para sobreviver nesse campo tão amplo e competitivo que é a internet. As pesquisas indicam que um marketing de conteúdo eficiente e que cria conteúdos de alta qualidade produzem 127% mais leads e a receita da empresa também aumenta. 

As métricas usadas pelo Google para realizar sua classificação a partir da qualidade dos conteúdos publicados são:

  • Taxa de cliques: é um dado importante para entender o comportamento do consumidor, como se fosse um voto do usuário sobre a qualidade do site. 
  • CTR: é uma métrica complementar a taxa de clique, que mede o número de usuários que buscam um determinado link, em comparação ao total de usuários que foram expostos a ele. A fórmula que apresenta o valor desejado é cliques dividido por impressões, igual a CTR.
  • Caminho da navegação: é a coleta de dados a partir dos registros de cliques. Há métricas que ajudam a tratar do caminho de navegação como as “páginas de destino” e “páginas de saída”. 
  • Comportamento do consumidor x posição na busca: é a avaliação da posição ocupada pelo site de buscas, que invariavelmente determina quantos cliques e tráfegos a marca vai receber, de acordo com sua posição após a busca. 
  • Resultados atraentes proporcionando mais cliques: a maioria das experiências na internet começa por meio de um site de busca. Essa métrica indica como melhorar os cliques orgânicos para direcionar mais clientes para o site. 
  • “Como Fazer?”: são títulos de SEO que facilita a viralizar o conteúdo. É um estímulo ao usuário, de que esse conteúdo tem soluções práticas para suas questões. Exemplos: “Como evitar rugas prematuras”, “Educação Financeira: seis dicas para começar agora”. 


3 – Classificação de busca para longo prazo: 

A única forma de conseguir se manter nas primeiras posições é criar conteúdos de qualidade e de forma consistente. Um conteúdo útil direciona o blog, atrai links naturais e a encoraja indicadores sociais. 

Analisar os dados de comportamento do consumidor não é difícil, mas essencial para uma estratégia de SEO plena. Em muitos casos, conhecer o papel do usuário no processo de conversão de SEO passa despercebido e, como consequência, pode trazer perda de tempo e investimentos. Para saber mais sobre o assunto, acesse o site da RedaWeb.