Saiba quais são as apostas para as ferramentas de busca no futuro

A organização do conhecimento e a criação de mecanismos para facilitar a localização da informação ou conhecimento desejado é uma constante na história da humanidade desde a antiguidade. Um exemplo dessa necessidade foi a Biblioteca de Alexandria, considerada como uma das maravilhas da antiguidade, responsável por armazenar cerca de 700 mil volumes. 

Com o passar dos séculos, as ciências foram sendo cada vez mais desenvolvidas, criando enormes volumes de conhecimento. Com o advento da internet, o conhecimento cresceu de forma exponencial, fazendo com que sua organização e acesso se tornassem verdadeiros desafios.

Como forma de superar o desafio de acesso ao conhecimento armazenado de maneira virtual, foram criadas ferramentas de buscas virtuais, como o Bing, Google e Yahoo, responsáveis por uma verdadeira revolução da web.

Essas ferramentas foram responsáveis pela extinção de mecanismos de buscas tradicionais, como enciclopédias e agendas telefônicas, e pelo surgimento de novas e importantes práticas em marketing digital, em especial o SEO (otimização para mecanismos de buscas).

No entanto, diante do volume de conhecimento que continua a ser produzido e a evolução em velocidade impressionante das tecnologias, quais serão as apostas para as ferramentas de buscas do futuro?

É esta pergunta que será respondida neste artigo. Mas para que isso seja possível, é necessário entender primeiro o modelo de funcionamento e limitações dos mecanismos de buscas atuais.


Arquitetura e limitações dos mecanismos de buscas atuais

Os buscadores da web atuais funcionam de uma maneira relativamente simples, por meio do rastreamento, análise e indexação dos milhões de sites espalhados pela web.

Essas tarefas são realizadas por meio de robôs, inteligências artificiais construídas pelas empresas capazes de analisar os aspectos textuais das páginas web. Assim, por meio das palavras-chaves, é possível analisar a categoria em que os sites analisados se encaixam e determinar a relevância de seu conteúdo.

Caso o site atinja níveis considerados ideais de relevância, é armazenado em um grande banco de dados, classificado por meio das palavras-chaves. Assim, quando o usuário pesquisa determinada palavra-chave, é realizada uma busca no banco de dados, que fornece os resultados mais relevantes.

Apesar de serem extremamente úteis para a maioria das pessoas e possibilitarem a geração de receita na web por meio do marketing digital, os buscadores atuais apresentam uma série de problemas e limitações de funcionamento.

A primeira limitação é a quantidade de sites indexados. A web que a maioria das pessoas tem acesso é a chamada de superficial, que possui cerca de 60 milhões de sites, todos indexados aos mecanismos de buscas.

No entanto, existe a deep web, que abriga cerca de um trilhão de páginas web. Justamente por se tratar de um volume muito grande de dados, os robôs utilizados por empresas como o Google não são capazes de realizar a análise e indexação.

Outra limitação é o modo de determinar a relevância de uma página. Mesmo que uma das maiores vantagens da web seja a facilidade de publicação de conteúdos independentes e colaborativos, os mecanismos dão maior relevância para conteúdo de empresas tradicionais, como grandes emissoras de televisão.

Dessa maneira, e por mais qualidade e relevância que os conteúdos independentes tenham, a maioria dos usuários da web simplesmente não tem acesso a eles por falta de visibilidade.

Por fim, outro desafio é fazer com que os buscadores acompanhem as mudanças inerentes ao próprio universo tecnológico. Qualquer site que tenha sido mal avaliado e ranqueado pode fazer alterações necessárias para obter uma nota melhor. No entanto, ainda leva muito tempo para que os buscadores façam uma nova análise desses sites, prejudicando seus resultados.


Tendências futuras das ferramentas de buscas

As apostas para os mecanismos de buscas de um futuro não tão distante assim podem ser resumidas em três principais pontos:

1. Otimização da busca por voz

A pesquisa por voz já é uma realidade. No entanto, ainda apresentam diversos desafios que devem ser superados para que possa ser considerada ideal.

Um bom exemplo de melhoria necessária pode ser encontrado no reconhecimento das palavras e frases mesmo em ambientes com alto ruído, já que hoje os sistemas não são capazes de reconhecer as palavras de buscas realizadas em ambientes barulhentos.

Outro desafio é o reconhecimento da fala de usuários com algum transtorno de linguagem, como afasia e apraxia da fala, que não são contemplados pelos sistemas de reconhecimento automático de voz utilizado pelos buscadores atuais. Assim, esse desafio se relaciona diretamente com a inclusão e acesso igualitário às tecnologias.

2. Resultados personalizados por usuário

Os resultados hoje são obtidos por meio das palavras-chaves. É esperado que em breve os resultados também levem em conta as características pessoais dos usuários, permitindo que sejam apresentados resultados mais adequados à cada pessoa.

Por exemplo: os resultados de uma busca realizada por um usuário pós-graduado, morador da cidade de São Paulo e com 45 anos certamente serão pouco adequados para a mesma busca realizada por outro usuário de 15 anos, com ensino médio incompleto e morador da periferia do Recife.  

3. Buscas de grande especificidade

Hoje as buscas são segmentadas pelo tópico principal que a página web aborda. No entanto, uma mesma página pode ter uma série de subtópicos diferentes entre si, mas importantes ao usuário.

Considere a página de uma seguradora com atuação internacional. Apesar de seu tópico principal ser os seguros, existem diversos tipos de seguros, como o de automóvel, residencial, de gestão de risco, etc., e dentre um mesmo tipo de seguro existem opções com coberturas, preços e condições de contratação específicas. Esse breve exemplo expõe um grande desafio em termos de acesso ao conhecimento.

Para contornar esse desafio, espera-se que as ferramentas de buscas do futuro apresentem os resultados não mais por site, mas sim por categoria dentro do próprio site, já que essa abordagem mais específica facilita o acesso e obtenção de informação por parte dos usuários.

Apesar de terem sidos nomeadas apenas três tendências, existem diversas outras que podem ser esperadas nos próximos anos. Reconhecimento de imagem, resultados baseados em indicações sociais, resultados baseados no interesse dos usuários e não na análise de robôs e algoritmos, como é feito no Twitter, por exemplo, e buscas integrada nos diferentes buscadores, obtendo os resultados mais relevantes de todos eles, são expectativas que devem ser tornar realidade em pouco tempo. Por isso, é necessário sempre estar atento às novidades do segmento.

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