Por que os posts orgânicos estão perdendo espaço no Facebook?

O alcance orgânico do Facebook vem sofrendo várias alterações ao longo dos anos, até mesmo sendo alvo de polêmicas. Em 2018, Mark Zuckerberg anunciou que a rede social iria diminuir gradualmente o alcance orgânico das fanpages e o mercado digital ficou em polvorosa com a notícia. 

As postagens das fanpages antes ocupavam uma média de 16% da base de usuários e hoje já está em apenas 2%. A justificativa do Facebook para essa tomada de decisão é que a rede social deseja focar nas pessoas e não nas empresas. E essa filosofia acompanha uma estratégia mundial em modificar a maneira de utilizar os anúncios publicitários. 


As empresas e os conteúdos pagos 

A queda na quantidade de fãs de uma página tem se tornado bastante nítida para quem a gerencia, e as informações sobre interações orgânicas têm entrado em franca queda nos últimos anos, desde 2014. 

Logo no início foi unânime a reclamação dos profissionais de marketing digital sobre essa nova política do Facebook. A rede social logo argumentou sobre o excesso de conteúdo publicado, que abarrotava o Feed de Notícias e que fazia o usuário receber todas as publicações, no lugar do que lhe seria mais relevante. 

Essa situação pode ser mais bem visualizada por um usuário que tenha muitos amigos e curte várias páginas. Ele tem acesso direto a 15 mil publicações em seu Feed de notícias, sendo 300 disponíveis de imediato a cada login. Hoje, a distribuição das posições dianteiras é sempre das páginas de amigos que o usuário atribui mais importância, mas antes era indiscriminada.

Os usuários também foram contra essa segmentação sobre o Feed de notícias, acreditando que deveriam receber informações de todos os seus amigos e páginas, já que eles fazem parte de suas escolhas. O argumento do Facebook é que a lista indiscriminada acaba diminuindo realmente o alcance orgânico. As páginas e pessoas que o usuário tem mais interesse acabam se perdendo entre tantas opções. 

Essa política desagradou especialmente as pequenas empresas, que acreditam que para manter o alcance de seu público-alvo era preciso pagar anúncios. Mas, o Facebook contra-argumentou que a seleção de prioridades do Feed de Notícias também inclui empresas, afinal os usuários consomem histórias e muitas delas estão presentes em páginas que sabem fazer bem o marketing de conteúdo

Outro ponto de dúvidas sobre a diminuição do algoritmo orgânico da rede social se refere ao investimento feito para a criação e pesquisa de uma fanpage. O Facebook alega que essa estruturação de uma fanpage compensa na contratação de anúncios, já que quando ocorre visualização da página que o amigo curtiu, há 50% de recall e 35% a mais de retorno em vendas. 

Até mesmo anúncios precisam ter um tipo de conteúdo capaz de repercutir em interação, tanto quanto os orgânicos. O Facebook sugere que conteúdos com viés social tendem a ter ótimas posições na mensuração. 

Há muitos pontos positivos ao investir em anúncios no Facebook. A rede social mais popular do planeta tem a maior variedade de público e muitas ferramentas para sua segmentação. O anúncio vai para as pessoas que têm o seu perfil, que poderiam consumir aquele produto ou serviço em algum momento. 

Utilizar mídias pagas torna a marca conhecida e atraente à audiência-alvo, sem dúvida com maior precisão do que por intermédio dos meios orgânicos. Nem sempre o resultado é tão imediato quanto o desejado, mas logo nas primeiras inserções já é possível identificar pontos positivos em quantidade de visualização. 

Até mesmo o próprio Facebook considera que a estratégia ideal para uma fanpage é manter as publicações orgânicas, sem deixar de investir em anúncios; fazer uma programação que corresponda ao plano inicial estratégico, valorizando anúncios de eventos, por exemplo, ou algum tipo de lançamento, enquanto as outras publicações se mantêm gratuitas. 


Como se manter no topo

A web é um espaço ilimitado de oportunidades e ainda há muito com o que se ocupar. Mas não restam dúvidas que a concorrência também faz parte desse meio e é preciso estar sempre à frente dela para conquistar sua audiência. 

A boa notícia é que a maior parte das empresas que estão no meio digital ainda o utiliza de forma precária. Muitas reforçam os conteúdos publicitários, apenas exaltando os seus produtos e serviços sem agregar nenhuma outra informação. Há ainda a falta de cuidado com o design e o direcionamento das publicações, a ausência nas respostas e muito mais. 

Quando o alcance orgânico do Facebook correspondia a praticamente 100%, a rede se transformou em uma mina de ouro das empresas que desejavam investir em marketing digital. Badalada desde o começo, o seu usuário típico abre todos os dias seu perfil e fica uma grande parte do tempo nele, consumindo as mais variadas informações. Para o empresário, eram milhões de consumidores que seguiam a mesma rotina, totalmente acessíveis à marca. 

Muitas marcas acabaram se tornando dependentes do Facebook e ficaram desnorteadas com a diminuição do alcance orgânico. Mesmo cientes da necessidade de investir em anúncios antes mesmo do anúncio da rede, a sedução e o encantamento pela rede social provocaram reações de prevenção sobre as possíveis consequências. 

A mudança não se deu apenas por motivos financeiros, embora ele tenha tornado o Facebook altamente lucrativo pelas novas mudanças de seu algoritmo. Na prática, de fato, investir somente no orgânico era arriscar demais as estratégias elaboradas do marketing, sem nenhuma certeza de retorno. Quanto maior se transformou a grade de usuários e de fanpages, mais extenso ficou o feed de notícias e a concorrência buscando atenção. 

Investir pesado no Facebook ainda é muito mais barato do que em mídias tradicionais. Há anúncios que cabem em qualquer bolso e permitem que empresas de todos os tipos e tamanhos possam ter a oportunidade de chamar atenção do seu público-alvo. 

No entanto, o maior risco das empresas não são as mudanças de algoritmos, mas si, a dependência do Facebook como único e principal veículo de marketing digital. Há marcas que dispensam ter sites ou blogs, acreditando que somente a fanpage já seja suficiente para atingir seus objetivos. Mesmo que a rede social ainda se mantenha no topo e tenha uma grande variedade de perfis, se as regras mudam, pode prejudicar os investimentos e as estratégias realizadas. 

Há até mesmo riscos de uma página excluída por algum entendimento equivocado da rede, já que a página é dela e não de propriedade da marca. Apenas utilizamos aquele espaço como um empréstimo, uma troca de serviços, mas se uma das partes rompe as regras, especialmente o usuário, o Facebook pode ser bastante radical nas atitudes. 

Para evitar ficar nas mãos do Facebook, mantenha o investimento na fanpage, nos anúncios e nos poucos alcances orgânicos, mas também tenha seu site ou blog. Foque nele para criar conteúdos relevantes e chegar aos pontos mais altos no Google, enquanto o Facebook pode servir de ponte para ele por meio de suas publicações. 

Para aproveitar a fanpage dentro do alcance orgânico, incentive os seus seguidores a “verem primeiro” suas publicações, por meio de um botão ao lado de “curtir”. Incentive o engajamento com publicações que causem reações como curtidas, comentários e compartilhamentos e conheça outras redes sociais, até mesmo identifique outras que tenham seu público-alvo e possam ser ainda mais úteis. 

O alcance orgânico das publicações de fanpages do Facebook está perdendo espaço anualmente e, se a empresa não investir também em anúncios, poderá se perder no meio da concorrência. Invista também nos conteúdos! E nisso a RedaWeb, agência especializada em marketing de conteúdo, pode te ajudar! Entre em contato pelo site ou ligue para 0800 750 5564 e escolha o plano ideal para seu negócio!