Tik Tok - Tudo sobre a rede social

Em um mercado dominado por Instagram e Facebook, parece difícil encontrar algum novo app que consiga conquistar as pessoas de forma tão eficaz. Mas o Tik Tok não só tem sido bem-sucedido nessa missão, como também tem batido recordes. 

Em 2019, a rede social chinesa alcançou 1,5 bilhão de downloads e, hoje, é o terceiro aplicativo mais baixado no mundo, segundo dados divulgados pela Sensor Tower, uma plataforma de análise de aplicativos. Descubra tudo sobre esse novo fenômeno!


O surgimento do Tik Tok

A história do Tik Tok começa em 2016, na China. A ByteDance, empresa de tecnologia, desenvolveu o aplicativo inicialmente para que ele servisse como uma plataforma de divulgação de microvídeos. No seu primeiro ano, o Douyin, como era chamado o Tik Tok na época, recebeu 100 milhões de novos usuários e alcançou a marca de 1 bilhão de vídeos visualizados todos os dias.

Um ano depois, em 2017, com o objetivo de alavancar o sucesso do app nos Estados Unidos, o Tik Tok comprou o app Musical.ly, que já era conhecido pelos seus vídeos musicais, predominantemente de lipsync, numa negociação que girou em torno de R$ 3,8 bilhões.

Esse casamento permitiu que ferramentas de edição de vídeos e filtros com músicas se fundissem, ampliando o funcionamento do app, o que foi uma grande sacada, afinal, os "big players" do segmento já estavam faturando com vídeos curtos há um tempo (vide Snapchat e os famosos stories, presentes no Instagram, Facebook e, até mesmo, WhatsApp), mas nenhum deles estava focado em explorar o âmbito musical.

É interessante citar como a transição do Musical.ly para o Tik Tok foi simples, prática e rápida: o aplicativo simplesmente mudou de nome. Ou seja, quem já tinha o Musical.ly instalado percebeu a mudança de um dia para o outro. Essa estratégia pode parecer questionável para alguns, afinal, muitos poderiam ter se assustado com a mudança, provocando um certo rechaço. 

Mas, dessa forma, o Tik Tok conseguiu uma base nova de usuários que já estava estabelecida, e acabou por receber a mudança de uma forma positiva, curiosos e seduzidos pelas novidades oferecidas. O resultado foi um sucesso. Após a compra do Musical.ly, o Tik Tok, cada vez mais, tem atingido números expressivos. 

Em dezembro de 2018, por exemplo, o app bateu seu recorde de instalação mensal, alcançando 75 milhões de downloads, considerando dados do Google Play, para aparelhos Android, e App Store, para aparelhos Apple. Hoje, o Tik Tok está presente em mais de 150 países e disponível em 75 idiomas, com mais de dez escritórios espalhados pelo mundo, inclusive em São Paulo.


Compartilhamento de vídeos ou rede social?

Mas, por que uma plataforma de microvídeos é considerada, também, uma rede social? Simples: porque, além de editar e postar os vídeos, os usuários podem publicá-los numa timeline para seus seguidores, permitindo interações.

Há também um espaço para envio e recebimento de mensagens diretas, similar com o que já ocorre no Instagram e Twitter. Dessa forma, é possível, além de interagir, se comunicar de forma privada com os usuários, além de permitir a troca de informações entre perfis.

É possível, também, segmentar aquilo que deseja procurar e assistir com o uso das hashtags. Essa funcionalidade é muito útil não apenas para quem procura, mas para aqueles que querem ser encontrados, já que esse recurso permite a visibilidade de diversos usuários que, muitas vezes, encontram dificuldades para se promover por não possuírem uma base de seguidores anteriormente estabelecida.

O Tik Tok também usa e abusa de suas ferramentas para edição de vídeos e efeitos visuais, preocupando-se sempre em manter uma boa usabilidade, acessível para todos. Dessa forma, consegue-se atingir resultados finais incríveis, a ponto de deixar qualquer um vidrado na tela por alguns segundos, sem que seja necessário um sólido conhecimento em edição e/ou efeitos de vídeos.

É importante citar que, embora a utilização do aplicativo esteja intimamente ligada com o segmento musical, o Tik Tok não está limitado a isso. É verdade que a maioria das ferramentas está relacionada a dublagem e efeitos visuais que se complementam com as canções, mas o crescimento do Tik Tok foi tão orgânico que não se estabeleceu apenas nisso. 

Por isso, existem diversos perfis voltados apenas para o humor e comédia ou beleza e maquiagem. Ou seja, há espaço para todos os tipos de conteúdo, seja para quem quer produzir ou para aqueles que preferem apenas consumir.

Além disso, é interessante analisar o público que o Tik Tok alcançou. Por mais que a empresa afirme que sua rede de usuários tem uma faixa etária diversa, incluindo Millennials e Geração Z, a grande base de utilizadores é bastante jovem, na faixa dos 12 aos 15 anos. Há quem afirme, inclusive, que esses são os mesmos jovens que já estavam acostumados a utilizar o Instagram e o Facebook, mas começaram a se aborrecer, pois seus pais também estavam lá. Ou seja, rapidamente, esses jovens perceberam uma forma de estimular a criatividade e compartilhá-la apenas com os seus amigos, um desejo muito natural dessa faixa etária.


Vídeos virais e o Tik Tok

Criar um material viral está cada vez mais complexo e subjetivo, considerando a quantidade de conteúdo e plataformas disponíveis na internet diariamente. Porém, qualquer um que trabalha com produção de conteúdo para a internet, sabe também a importância e os resultados que uma peça viral pode trazer para qualquer marca ou empresa.

O Tik Tok, porém, mais uma vez mostra como o difícil não é impossível. A canção "Old Town Road", do rapper Lil Nas X em parceria com Billy Ray Cyrus, por exemplo, só é um mega hit hoje graças ao Tik Tok. Tudo nasceu com um meme e um desafio: o objetivo era utilizar um truque de edição para que, em segundos, qualquer um se transformasse, de repente, em caubói, tudo isso utilizando o trecho mais icônico da canção como trilha sonora, claro. Os jovens se jogaram na tendência e, do dia para noite, "Old Town Road" estava por todos os cantos da internet.

O gatinho batendo palmas ao som de "Mr. Sandman", das Chordettes, não fica muito atrás em termos de viralidade. Um pouquinho de criatividade e alguns efeitos na edição desencadearam, mais uma vez, um desafio musical, transformando os vídeos de apenas 15 segundos do Tik Tok em um fenômeno compartilhado por todos.

Não se pode deixar de fora, também, o "Boom Floss Challenge", aquela dancinha que todos amaram tentar reproduzir.

No Brasil, é possível citar o caso do "Evoluiu Challenge". Popular principalmente entre o público feminino, esse viral consiste em utilizar a canção "Evoluiu", do funkeiro Kevin O Chris, para mostrar, aos poucos e com o auxílio da edição, como a maquiagem pode transformar a aparência. Dentre os grandes nomes que aderiram, é possível citar a blogueira Mari Maria, que reúne 8 milhões de inscritos no Youtube.

Esses cases mostram o potencial do Tik Tok. Além disso, é importante lembrar que o engajamento nessa rede social é singular, porque não é possível apenas rolar o feed, escolhendo prestar atenção naquilo que mais interessa, é preciso assistir e interagir com todos os vídeos ali mostrados. Ou seja: é possível conseguir um bom alcance sem precisar investir muito dinheiro.


Unindo o Tik Tok ao marketing de conteúdo

Após um breve resumo da história e surgimento do Tik Tok, o funcionamento dessa rede social e seu potencial, surge a pergunta: vale a pena investir no Tik Tok como uma ferramenta para produzir marketing de conteúdo? A resposta curta é "sim", mas confira a seguir, alguns motivos de justificam esse posicionamento.

Marketing com influenciadores

Assim como em qualquer outra plataforma, o Tik Tok conta com alguns perfis que reúnem alguns milhões de seguidores e, consequentemente, um alcance invejável e almejado por qualquer um. 

Nos Estados Unidos, os números são positivamente estarrecedores: temos, por exemplo, a cantora Loren Gray (@lorengray), com mais de 30 milhões de seguidores e a jovem Ariel Martin (@babyariel), a primeira usuária da história do antigo app Musical.ly a alcançar 20 milhões de seguidores. 

Já no Brasil, temos nomes como a atriz Alice Oliveira (@alicereja), que já alcançou a marca de 3 milhões de seguidores no aplicativo com seus vídeos de comédia; a jovem Letícia Gomes (@leticiafgomes), que reúne mais de 2 milhões de fãs, unindo vídeos de beleza e maquiagem com humor; e Bruno Carvente (@iBugou), que também conta com mais de 2 milhões de seguidores graças aos seus efeitos especiais. Lembrando que esses nomes surgiram e cresceram no Tik Tok, e não em outros canais, o que serve como mais um exemplo para reforçar o potencial dessa nova rede social.

É claro que, principalmente no Brasil, grande parte dos influenciadores digitais está concentrada no YouTube. Porém, com a concorrência crescendo exponencialmente a cada dia, fechar parcerias com os grandes nomes requer, muitas vezes, um investimento significativo.

O Tik Tok, por sua vez, ainda não foi muito explorado como um canal que pode ser utilizado em parceria com os grandes usuários e, por isso, seu potencial de mercado é gigantesco. Investir nessa estratégia, além de ser uma grande vantagem, também se mostra como uma novidade que pode trazer resultados extremamente frutíferos em um futuro breve.

A plataforma já foi testada e aprovada

Diferentemente de outras redes sociais novas, que acabaram de surgir no mercado, o Tik Tok, embora não deixe de ser uma inovação, tem uma história singular. Antes de explodir nos Estados Unidos e expandir sua atuação para diversos outros países, o aplicativo foi amplamente testado (e aprovado!) na China e nos países vizinhos, como a Tailândia. 

Em outras palavras, isso significa que erros cruciais já foram identificados e erradicados. Um grande ponto positivo do aplicativo é o investimento realizado na segurança dos usuários, garantindo proteção contra assédio ou qualquer outro uso indevido similar. 

Além disso, considerando a faixa etária do público do app, composta predominantemente por jovens, é muito interessante que os desenvolvedores tenham dado atenção a esse fator, mostrando, mais uma vez, a competência e visão dos desenvolvedores que estão por trás dessa nova rede social.

É um fenômeno que ainda não está saturado

O sucesso do aplicativo é indiscutível, como, inclusive, já foi mencionado anteriormente. Porém, diferentemente de outras redes sociais consolidadas há mais tempo no mercado, ainda não está saturada. Por exemplo, não é tão difícil encontrar pessoas que reclamem do Facebook ou Instagram, alegando excesso de anúncios e propagandas ou, até mesmo, alegando insatisfação com a falta de cronologia na timeline. Já o Tik Tok não passa por esses problemas.

Como ainda desperta aquela sensação de novidade, ainda há muito o que se explorar dentro do aplicativo. Muitas pessoas ainda estão conhecendo as ferramentas disponíveis dentro do aplicativo, conhecendo perfis e usuários com os quais se identificam, entre outras funcionalidades que o app oferece.

Além disso, é interessante considerar que o Tik Tok está diretamente relacionado com o segmento da música. Ou seja, diariamente os artistas estão lançando novos álbuns e singles, o que acaba incentivando os usuários a explorar sua criatividade com os truques de edição e efeitos especiais. Portanto, é uma grande sacada para as marcas e empresas desbravarem, juntos com os novos usuários que chegam todos os dias, a infinidade de recursos que o Tik Tok oferece.

O público é segmentado

Esse fator merece um destaque especial, uma vez que pode servir como um ponto positivo, mas também negativo. Já se citou aqui como a maior parte dos usuários está entre a faixa etária de 12 aos 15 anos, bem diferente do Facebook, por exemplo, que é extremamente popular entre jovens, adultos e até idosos.

Essa segmentação, portanto, significa que aqueles que querem apostar no marketing de conteúdo dentro do Tik Tok devem estar cientes que as postagens do aplicativo atingem, principalmente, um público que se encontra entre os 16 e 24 anos. Ou seja, é preciso analisar se o público-alvo da marca ou empresa está compatível com essa faixa etária.

O Tik Tok é uma rede social jovem, divertida, descontraída, que está calcada, principalmente, no humor. Aliás, não é à toa que todos os virais do Tik Tok até agora possuem essa característica em comum: a comédia. Sendo assim, é essencial que as marcas e empresas tenham sinergia com esse perfil e essas características, para que os resultados sejam os melhores possíveis.

De forma resumida: para empresas cujo público é mais sério e formal, talvez, o Tik Tok não seja a primeira opção. Por outro lado, para aqueles que desejam alcançar os jovens e, principalmente, os adolescentes, não há aplicativo melhor para escolher apostar.


Curiosidades sobre o Tik Tok


Concorrentes

Até agora, não há nenhum aplicativo que seja um concorrente real e expressivo do Tik Tok. Como foi uma ideia bastante inovadora, principalmente após a junção com o antigo Musical.ly, o app domina o segmento. Porém, há boatos que o Facebook estaria desenvolvendo um aplicativo parecido, cujo nome seria "Lasso", voltado especialmente para os adolescentes e focado na criação e edição de lip syncs, as famosas dublagens.

Sabe-se que já faz algum tempo que os desenvolvedores do Facebook estão trabalhando numa ferramenta de dublagem, principalmente para ser utilizada durante as transmissões ao vivo, mas que ainda não saiu da fase de testes. Sobre o aplicativo, que seria concorrente direto do Tik Tok, não há nada que passe de boatos, mas vale a pena prestar atenção! Afinal, todos sabem que Mark Zuckerberg não gosta de se sentir passado para trás!

Monetização

Como é comum para qualquer rede social, o aplicativo tem o download totalmente gratuito. Sendo assim, a forma com que o aplicativo ganha dinheiro é através da publicidade. Porém, o Tik Tok trabalha com publicidade segmentada, ou seja, através de estudos e análises dos perfis dos usuários, escolheu anunciar apenas aquilo que realmente será relevante e que tem sinergia com seu público-alvo.

O Tik Tok, portanto, trabalha principalmente com empresas e anúncios voltados para o público jovem, oferecendo produtos e serviços de forma descontraída, informal e divertida. É uma ótima estratégia, também, para não aborrecer os usuários com excesso de publicidades e anúncios que não despertam interesse algum nos jovens e adolescentes, que facilmente poderiam se sentir desestimulados a utilizar o aplicativo. Mais uma vez, um ponto positivo para aqueles que trabalham por trás do Tik Tok e estão preocupados em, cada vez mais, expandir esse fenômeno.

Também é interessante citar que, no início, o Tik Tok permitia doação de seguidores. Como é uma ótima plataforma para artistas ou músicos que querem divulgar seus trabalhos, o aplicativo conseguia lucrar com uma parte do dinheiro que essas celebridades ganhavam.

A estratégia do negócio

Desde seu surgimento, a empresa chinesa ByteDance tinha metas e objetivos bastante definidos. Ou seja, nada foi por acaso, tudo foi devidamente pensado e estudado! Focar no público jovem, inclusive, foi uma decisão presente desde o nascimento do aplicativo, uma vez que os desenvolvedores entenderam que havia ali um público interessante a ser explorado.

Inicialmente, a ByteDance almejava alcançar 500 milhões de usuários ativos. Com isso, seria possível recuperar o investimento inicial e focar na expansão. Uma vez que o mercado asiático foi dominado (para se ter uma ideia: a Tailândia conta com 68 milhões de habitantes e 10 milhões de downloads no país, o que significa que, aproximadamente, 1 em cada 7 pessoas tem o app instalado!), era hora de pensar na expansão do Tik Tok.

Com o nome do negócio devidamente "atualizado", afinal, em seu nascimento, o aplicativo se chamava Douyin, difícil de lembrar e pronunciar fora dos países asiáticos, o objetivo era crescer nos Estados Unidos. Foi por isso que a ByteDance não hesitou na hora de desembolsar alguns milhares de dólares na compra do Musical.ly, afinal, essa transação faria com que diversos novos usuários fossem conquistados, do dia para a noite, quase como mágica!

O resto da estratégia sempre esteve na qualidade do aplicativo. Sem precisar ser um expert em edição, qualquer um poderia baixar o aplicativo e se divertir por horas, explorando os truques de edição e as ferramentas de efeitos visuais. 

Com o apoio dos Musers - nome dado para aqueles que produzem conteúdo dentro do aplicativo assim como o YouTube tem seus Youtubers, que foram surgindo e ganhando popularidade organicamente - não havia sequer um adolescente, seja ele inserido no mercado asiático ou não, que não ficasse sabendo da existência do Tik Tok sem querer fazer o download para conferir.

Alguns Musers que valem a pena conferir

Já foram citados alguns usuários famosos, tanto brasileiros como americanos, como a Loren Gray (@lorengray), Ariel Martin (@babyariel), Alice Oliveira (@alicereja), Letícia Gomes (@leticiafgomes) e Bruno Carvente (@iBugou).

Mas para aqueles que gostam de explorar e se inspirar, existem muitos outros nomes: é o caso da Kristen Hancher (@kristenhancher), que conquistou seus seguidores combinando música com suas danças e coreografias; Cameron Dallas (@camerondallas), que já fazia sucesso com seus vídeos curtos desde a época do finado Vine e chegou a ser premiado no Teen Choice Awards; e Gil Croes (@gilmhercroes), que mistura seu dom para atuação com comédia.

Não se pode esquecer de alguns nomes brasileiros, claro. Além dos já citados, temos Yurgen Maas (@yurgenmaas), que consegue arrancar risadas de qualquer um; Apollo (@apollooficial), que mistura comédia, música e dança; Gustavo Martho (@marthow), que escolheu seu dom para o humor para conquistar seus seguidores; e Maria Clara Tavares (@mariaclaratavares), com seus incríveis 2 milhões de fãs. Fora alguns fenômenos já consolidados, como é o caso do Lucas Rangel (@lucasranngel), que conquistou seu público no antigo Vine e migrou para o YouTube, mas não deixou de participar do Tik Tok.

Gostou de saber tudo sobre o Tik Tok, essa nova rede social que, em pouco tempo, já se mostrou um verdadeiro fenômeno? Ficou interessado em baixar no seu smartphone? Achou que seria uma ótima plataforma para produzir conteúdo para sua marca ou empresa? 

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