Você sabe de que forma o marketing de conteúdo é aplicado no oriente médio?

O regime autoritário está presente na maioria dos países que compõem o Oriente Médio, o que atraiu muitos holofotes ao redor do mundo – principalmente dos Estados Unidos, com as revoltas populares que se intensificaram.

Com a perda da liberdade e o abuso do poder por parte dos ditadores nestes países, a internet fomentou a união de pessoas que compartilhavam da mesma ideia para irem contra seus governadores.

Em 2010, jovens ativistas foram responsáveis por organizar estes protestos através de redes sociais. Conhecido como Primavera Árabe, este movimento serviu para expor as injustiças dos governos e pedir a renúncia de seus chefes de estado.

Desde então, com a revolução de sucesso em algumas regiões, muito países do Oriente Médio restringiram a mídia e os jornalistas internacionais a fim de evitar que as revoltas se fortaleçam novamente. 

Em 2011, o governo realizou emendas que trariam punições severas a quem publicasse qualquer conteúdo que ferisse as leis islâmicas. Passou também a observar todo o conteúdo divulgado por seus cidadãos.

Somente agora as redes sociais estão menos rígidas por parte do governo dos países do Oriente. Elas se tornaram o principal meio de informação, marcando uma nova era de reportagem das mídias sociais.

Mas, quais são estes meios e como estão crescendo? Como fica o marketing no mercado? Continue a leitura para saber mais.

As redes sociais

Antes da Primavera Árabe, o Facebook, o Google+ e o Twitter eram os navegadores mais populares do Oriente. Depois das revoltas, a internet ganhou ainda mais força. 

Desde 2012, o número de usuários do Facebook triplicou no Oriente Médio, com mais de 136 milhões de navegantes mensais, sendo a principal rede social.  Pelo fato da região conter mais de 300 milhões de habitantes, ainda há espaço para o crescimento da rede.

O WhatsApp é o serviço de mensagens diretas predominante e o Instagram agora tem mais usuários do que o Twitter, assim como também tem crescido os usuários do Snapchat. 

Por fim, nota-se que o conteúdo visual é o responsável por este fator de crescimento. 

Produção visual

O Oriente Médio é a região que mais consome vídeos no Facebook e a que mais cresce em relação a este consumo, sendo o dobro da média global. Também possui a segunda maior visualização de vídeos online do mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos. 

Como maior consumidor de vídeos, o Oriente dá preferência ao conteúdo visual, que tem impulsionado principalmente o crescimento de redes como Instagram e Snapchat, deixando o YouTube para trás. 

Mobile

Os povos do Oriente não dão muita preferência ao computador, mas sim ao celular, que é de alcance remoto e, apesar do uso de dados ser extremamente caro, o acesso às redes sociais é feito em um total de 93% via celular.  

Há 15 anos, o Oriente Médio e o Norte da África possuíam apenas 19 milhões de conexões móveis. Hoje, este número ultrapassa os 117 milhões destas conexões. 

Supervisão do governo

Até 2016, os serviços de tecnologia, como dito no começo do texto, eram restritos em toda a região, seguidos de uma punição severa a quem o desrespeitasse. Por isso, a relação do governo com a internet não continua sendo tão amigável.

De acordo com a Universidade Northwestern, localizada no Catar, sete de cada dez usuários da internet dizem que mudaram a maneira de usar as mídias sociais por se preocuparem com a privacidade, que é vigiada pelo governo.

Portanto, com a restrição do uso da internet e do conteúdo publicado, como fica o mercado? E o marketing de conteúdo? Ele existe nesta região?

Reconhecimento do Marketing de Conteúdo

A maior parte do que é produzido no Oriente Médio é reutilizado dos materiais que são feitos no exterior. Isso acontece pela própria falta de liberdade e de oportunidades na região.

No Oriente, levou muito tempo para que o marketing de conteúdo fosse entendido como uma ferramenta necessária do marketing, assim como demorou em comprovar seu benefício no mercado. 

Atrelado ao fato desta área ter mais visibilidade por seus conflitos com os Estados Unidos, - e assim ser noticiada de forma nem sempre imparcial - somada à censura do governo, a falta de dados confiáveis e de qualidade cooperou para este atraso na compreensão das tendências e no funcionamento das novas estratégias globais. 

Entre algumas cidades que trabalham e se destacam pelo marketing de conteúdo, temos como referência Dubai. Em 2016, a empresa Zeentree realizou uma pesquisa em cima de startups para descobrir mais sobre o universo do marketing de conteúdo.

Nesta mesma pesquisa, foi constatado que 71% das empresas esperam que o marketing de conteúdo seja muito importante e 63% das empresas alegaram que pretendem aumentar o orçamento para esta ferramenta em um ano próximo. 

Agora que algumas das empresas estão cientes da importância do marketing de conteúdo e foram instigadas, só resta aperfeiçoar seu time de marketing e investir na prática.

Dificuldades

A mesma pesquisa apontou outros fatores importantes para compreendermos melhor como funciona no Oriente Médio.

Os árabes são grandes parceiros de negócios, o que acontece é que pouco se fala em seu idioma nativo, a língua mercantil continua sendo o inglês. Apenas 34% do conteúdo no próprio país são feitos em árabe. 

As mídias sociais são extremamente importantes para fins de marketing, mas o marketing de conteúdo é o quarto canal mais popular. Novamente, temos a questão da liberdade cibernética na região.

A maioria das startups gasta cerca de um quarto de seus orçamentos em marketing de conteúdo, mas  somente 80% delas produzem conteúdo interno e a falta de orçamento é a maior barreira na hora de produzir. 

Por isso, as mídias sociais, newsletters e infográficos são os principais tipos de conteúdo para estas empresas.

Dicas

Os países que compõem o Oriente Médio apresentam grandes oportunidades de negócios para as empresas como também são desafios. 

Considerando a população jovem e de bom poder aquisitivo destes lugares, a compra de produtos de marcas estrangeiras são sempre significativas para eles, desde que respeitem seus valores.

Por isso, para negócios, apostar em jovens é sempre uma carta na manga, bem como ficar de olho nos eventos dos países. No Ramadã, mês sagrado dos muçulmanos, investe-se 20% a mais em campanhas de marketing.

Como o próprio Oriente Médio já sabe de seus pontos fracos, eles aumentaram o investimento em tecnologia e marketing digital, bem como no comércio eletrônico. 

Além de ajudar as empresas a crescerem mais rápido e gerar mais clientes, o marketing de conteúdo também abre portas. Como por exemplo, nesta região, que não há dominância da ferramenta, se torna uma boa área de investimento para sua carreira ou empresa. 

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